24 de abril de 2009

Jantar para Juventude 29/03/2009

Relato de Dan Josua, integrante atual do Yad
No domingo, dia 29 de abril, eu tinha um programa diferente. Ao invés de passar meu fim de tarde com o Faustão, eu fui me reunir com alguns amigos na CIP. Eu tinha sido convidado, na condição de (ex) madrich (não sei se algum dia você deixa de ser...), para ouvir o que o novo grupo de madrichim da CIP tinham para contar. Eu já sabia algumas coisas: sabia que eles eram um grupo de ação social e que se chamavam Yad. Fora o fato de eu saber, surpreendentemente e com muito orgulho, que Yad significa mão em hebraico, eu não tinha muita noção do que eles queriam.
Sendo assim, eu pensei que pizza com amigos, para descobrir quem eles eram, não podia ser uma má idéia. Cheguei na CIP as 18h, como marcado, sentei numa cadeira, conversei com os meus amigos pontuais e esperei um pouquinho. Os convidados estavam meio atrasados. Não por culpa de ninguém do Yad – os coitados estavam carregando cadeira e arrumando o salão desde as 16hrs. Mas vocês sabem como é, né? O pessoal se atrasou.
Por mim tudo bem: fiquei jogando meu charme pras meninas a minha volta – o que consistiu, basicamente, em mostrar a minha pontuação (altíssima) no joguinho do celular – e esperando o tempo passar. Sem grandes calamidades, a mesa estava cheia lá pelas sete da noite. Rabinos, madrichim e jovens em geral esperando para saber o que o Yad tinha pra dizer.
A primeira coisa que eles falaram é que não sabiam se serviam primeiro a pizza, ou faziam a apresentação antes. Resolveram começar pela a apresentação – mesmo que algumas pessoas já mordiam os primeiros pedaços de pizza, que meio que estavam guardados para depois.
E depois... bom, depois esses detalhes perderam um pouco da importância. Um a um, os projetos foram sendo apresentados. E desde o PPV até o Socyad uma coisa era constante: fazia sentido. Não eram aqueles jovens idealistas que se vangloriavam por abraçar árvores. Eram jovens que se apresentavam como pessoas dispostas a tentar alguma coisa. Colocar os bandaids possíveis em alguns problemas que eles viam. E convidavam todos nós a ajudá-los a colocar esses bandaids também.
Eu fui mais do que convencido. A princípio imaginando que ia poder colocar um daqueles bandaids do bob esponja, que são demais, mas depois, com mais seriedade, por entender que eu poderia fazer a minha parte.
Depois da apresentação, enquanto eu tentava livrar meu pedaço de pizza de umas ervilhas inconvenientes, eu percebi que a apresentação tinha me levado a pensar no conceito de Tikun Olam. Para quem não sabe, Tikun Olam é um preceito judaico que diz que o mundo, atualmente, está despedaçado. É função de todos nós tentar recolher esses pedaços, uní-los e, com isso, tentar fazer o mundo inteiro (íntegro) de novo. De maneira talvez um pouco óbvia, eu imaginava que o grupo Yad estava se dispondo a ser a ser a mão que cola esses cacos. Ou pelo menos uma das mãos que tentam fazer isso.

E, sinceramente, por terem me convidado e a tantos outros jovens que poderiam perder o seu domingo reclamando da programação da Tv, eu agradeço.